Finalmente conseguimos fazer a última etapa da viagem de ida.

Saimos tarde de Rio Gallegos pq dormimos demais. Procuramos um lubricentro para recolocarmos óleo na caixa de marchas da Ranger antes de partir para Ushuaia. Como não encontramos, procuramos uma calçada mais alta para colocar a caminhonete e podermos entrar em baixo.

Depois de recolocado cerca de 1 litro de óleo seguimos para a fronteira com o Chile as 10:00 h.

A fronteira da Argentina com o Chile tem uma aduana integrada, mas não esperem agilidade nisso, é um saco.

Uma dica, ao chegar na aduana não estacione no fim da fila de carros. Esta não é a fila de entrada é apenas um estacionamento, portanto se  vc estacionar mais a frente não tem crise. A fila mesmo começa dentro da estação aduaneira.  Tem que preencher duas fichas que não são longas, não adianta vir com os documentos preenchidos do Brasil pq vc vai ter q entrar na fila da mesma maneira. E fique atento, tem uma fila só pra quem vai de ônibus que quase se mistura com a que se tem dos q vão de carro. São 5 passos para se passar lá dentro, 5 carimbos em uma ficha e na frente dos guichês tem a numeração dos passos.

Passado o tramite seguimos para o ferryboat  de Punta Delgada – Chile. Neste ponto a travessia é bem rápida, acredito que não mais de de 20 minutos. Tempo de tirar fotos, comer um Pancho (hotdog deles) com um café e cumprimentar os dois únicos carros de brasileiros q  estavam no barco.

Passado o ferry tem um pequeno trecho de uns 40 km de asfalto e depois cento e tantos kms de ripio…  Este nada mais é que uma estrada cascalhada com seixos ao invés de pedras como no Brasil. Não chega a ser ruim, mas é um saco. Se eu vier até aqui outra vez será de avião. Ainda bem q o resto da viagem compensa.

Na saída do Chile para a Argentina de novo tem mais tramite aduaneiro, mais fila, mas sem papéis a preencher. Mais tempo perdido, até pq as aduanas Chile/Argentina aqui são separadas. Então, pega fila em uma, sai e mais a frente pega fila em outra…

Entrando na Argentina de novo volta o asfalto graças a Deus. A estrada segue normal até perto do mar quando se chega a Rio Grande onde é necessário entrar na cidade para abastecer. Desta vez quaaase ficamos sem combustível (apesar q tínhamos no galão). Quando parei no posto a Ranger estava engasgando de falta de diesel!!!! Após abastecer  tive de bater várias vezes na partida até sair o ar do sistema e a Ranger pegar novamente.

Dica: NÃO HÁ posto de combustíveis na saída de Rio Gallegos e dali até Rio Grande, portanto se vc não abasteceu ali pode ficar na estrada.

Depois de Rio Grande são mais 220 Km até Ushuaia e estes kms são os mais empolgantes de toda a viajem até agora. É aquilo que faz valer todo o sacrifício e desgaste.

A estrada  segue para o paso Garibaldi, uma estrada sinuosa por entre lagos (Fagnano e Escondido) que serpenteia na beira das montanhas com seus picos salpicados de branco aqui e ali. É tudo aquilo que sempre sonhei. Aquilo que me fascinou a 5 ou seis anos atrás e que me fez  planejar a 3 anos a viajem.

É um tal de para aqui e para ali para tirar fotos… e o frio começou a pegar, arranquei uma blusa e um casaco para me acompanharem até a cidade. Fomos chegando na cidade e o visual dos picos nevados ao fundo da cidade é demais. São imagens que ficarão até o fim de minha vida comigo. Algo que fotos não podem traduzir.

Chegando a cidade fomos ao centro de informações turísticas e as 21:01 ele estava fechado, um minuto depois do horário de encerramento. Graças a Deus a moça da porta pelo menos me deu a informação de que havia lugar numa hospedagem meio afastada da cidade. Fomos até lá, nos instalamos e fomos dormir tarde da noite depois de um gostoso CupNudles.

Dia 14 será de passeio pelo Canal de Beagle, Parque natural de Ushuaia, fim da ruta 3 e se der Glaciar Martin.

Ufa, é só.   Kkkkk.

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